Salmon Lina Pereira se afogou no final da tarde deste sábado e foi resgatado na manhã deste domingo (26). Com os casos deste fim de semana, são 12 casos de afogamento no Tocantins. Afogamento foi na Praia do Funil, em Miracema do Tocantins
Divulgação/CBMTO
Um homem morreu afogado na Praia do Funil, em Miracema do Tocantins, enquanto nadava no final da tarde deste sábado (25). O corpo de Salmon Lina Pereira, de 30 anos, foi resgatado na manhã deste domingo (26) por mergulhadores da Companhia Independente de Busca e Salvamento (CIBS) do Corpo de Bombeiros. Caroline Rodrigues, que estava com Salmon, foi resgatada por banhistas que estavam no local e não teve ferimento.
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De acordo com o Corpo de Bombeiros, testemunhas disseram que o afogamento aconteceu ao lado da rampa de acesso das embarcações, onde tem um banco de areia. Salmon estaria no local com água na altura da cintura e a cerca de três metros da rampa, com um desnível de cerca de cinco metros de profundidade. O corpo foi encontrado a cerca de 10 metros de onde teria desaparecido.
Mergulhadores do Corpo de Bombeiros fizeram o resgate do corpo da vítima
Divulgação/CBMTO
Robson Rocha Ferreira, sargento do Bombeiros, conta como o afogamento teria acontecido. “Ele tentou atravessar a nado o espaço entre o banco de areia e a rampa, quando a correnteza o puxou para a margem oposta, ele tentou voltar ao banco de areia, se cansou e afundou”, explica.
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Com as chuvas das últimas semanas, o nível de água tem aumentado, deixando a parte onde banhistas frequentam na temporada de praia totalmente submersa. O local onde Salmon se afogou, por exemplo, está com cerca de três metros de profundidade e a aproximadamente 30 metros da margem. Normalmente, essa é a área de embarque e desembarque na época de estiagem, já que onde os banhistas frequentam está a mais de 100 metros do local.
Estatísticas
Com a morte de Salmon, o estado registra 12 afogamentos. Em janeiro, foram 6 e, em fevereiro, três mortes. Em março, foram registrados três casos.
Em 2022, o estado registrou 68 mortes por afogamento. Setembro é o mês com maior número de registros, com 8 ocorrências. Nos meses de abril, maio, junho, agosto e outubro, foram sete mortes em cada mês.
Cuidados
Muitos dos casos de afogamentos são em pontos turísticos de grande movimentação de pessoas. Os bombeiros recomendam calma para quem se encontra em situações como essa. Alertam, ainda, sobre a necessidade de acionar pessoas especializadas para fazer o salvamento e dão dicas de como agir em situações como essas.
Bombeiros militares atuaram nas buscas ao corpo de Salmon, que se afogou a cerca de cinco metros de onde os mergulhadores estão
Divulgação/CBMTO
“Ao avistar um afogamento, o que se deve fazer é fornecer um objeto flutuante para a vítima, pode ser uma boia, uma caixa térmica, também pode-se estender uma galhada comprida ou amarrar uma garrafa pet a uma corda e lançar para o afogado”, orienta o major Antônio Luiz Soares da Silva, analista de projetos da Diretoria de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros.
Normalmente, os afogamentos registrados no estado acontecem próximos às margens. Em 2022, 45% dos afogamentos fatais ocorreram a menos de 5 metros da margem.
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Fonte: G1 Tocantins
