Testemunhas e réus em processo que investiga grupo de extermínio na Polícia Civil serão ouvidos em maio; veja datas

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Ao todo foram indicadas 65 testemunhas pela acusação e defesa. Polícia Federal investigou possível envolvimento de grupo em mortes entre os anos de 2019 e 2020. Mandados da operação foram cumpridos na sede da Delegacia de Narcóticos
Reprodução
O colegiado de juízes do Tribunal de Justiça (TJ) definiu um cronograma para o início das audiências de instrução da ação penal contra um suposto grupo de extermínio que agia dentro da Polícia Civil do Tocantins. Além dos sete réus investigados também devem ser ouvidas 65 testemunhas indicadas no processo.
O suposto grupo de extermínio foi investigado pela Polícia Federal. Cinco agentes da Polícia Civil e dois delegados foram presos. Segundo a investigação, o suposto grupo agia dentro da Divisão Especializada de Repressão à Narcóticos de Palmas (Denarc) e usava os carros da própria unidade para matar as vítimas.
A decisão que marcou as audiências foi publicada no dia 11 de abril. Segundo o cronograma, as testemunhas serão ouvidas entre os dias 9 e 17 de maio.
Entre os nomes indicados pela defesa e acusação estão delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, agentes da PC, parentes de vítimas, promotores, secretários, ex-secretários e até o ex-governador Mauro Carlesse (Agir).
Os réus deverão ser interrogados entre os dias 17 e 19 de maio.
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Investigações
Segundo as investigações, o grupo seria responsável por várias mortes que aconteceram em Palmas entre 2019 e 2020. Entre as execuções supostamente atribuídas ao grupo de extermínio, a denúncia cita as mortes de Geovane Silva Costa e Pedro Henrique Santos de Souza, que ocorreram em março de 2020 no Setor União Sul, em Palmas.
Para os promotores, os assassinatos teriam sido cometidos por motivo torpe e “na intenção dos agentes de promover uma ‘limpeza social’ em Palmas”, já que as vítimas eram pessoas com antecedentes criminais.
Outras três mortes que ocorreram no mesmo dia das anteriores, só que no Setor Aureny I, também são associadas aos denunciados. As vítimas são José Salviano Filho Rodrigues, Karita Ribeiro Viana e Swiany Crys Moreno dos Santos, que morreram nas mesmas condições.
Todos os denunciados são suspeitos de integrarem o grupo de extermínio. Segundo apurado, os agentes Antônio Júnior, Antônio Mendes, Carlos e Giomari seriam responsáveis por cometer os assassinatos. Callebe acompanhava em tempo real a localização e deslocamento das vítimas e os delegados seriam responsáveis por coordenar as ações, ‘instigando e incentivando os executores’.
A denúncia também cita que o delegado Amaury e os agentes Antônio Mendes, Giomari e Callebe também teriam atrapalhado a apuração de crimes que supostamente envolviam a organização criminosa quando descobriram que estavam sendo investigados, entre março e maio deste ano.
Defesa dos policiais
No dia 20 de julho, o advogado dos policiais civis se posicionou alegando que o grupo é inocente e vítima perseguição por não colaborar com possíveis ilegalidades dentro da Polícia Civil. Também afirmou que mortes citadas na denúncia se tratam de ‘guerra de facções’.
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Fonte: G1 Tocantins