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Home»Tocantins»Caso Gustavo: veja o que pai e madrasta disseram em depoimento sobre a morte da criança
Tocantins

Caso Gustavo: veja o que pai e madrasta disseram em depoimento sobre a morte da criança

setembro 9, 2026Nenhum comentário0 Visitas

Veja detalhes dos depoimentos do pai e da madrasta de Gustavo Feitosa
A reportagem da TV Anhanguera teve acesso aos depoimentos de Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira, pai e madrasta de Gustavo Veloso, criança encontrada morta na casa do pai com sinais de violência no dia 3 de agosto. Os dois estão presos preventivamente e são investigados por homicídio duplamente qualificado e tortura. (Veja no vídeo acima).
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A mãe do menino vivia uma disputa judicial com Igor Veloso. Gustavo foi encontrado morto na casa do pai. Segundo documento ao qual o g1 teve acesso, a morte ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”.
Segundo Igor Veloso, ele teria levado Gustavo para tomar banho de piscina e, em determinado momento, se distraiu mexendo no celular.
“Ele foi banhar com a gente. Banhou de piscina e tal. E lá em casa tem uma sala de vidro, uma área e, aí, dentro dessa área tem um banheiro. Descuidei um pouco ali, curtindo o telefone e tal. Aí, quando eu notei que eu descuidei, fui lá ver e ainda peguei ele. Mas, assim, é afogamento, na minha concepção, normal. Peguei ele aqui, já tirei ele da piscina, tirei bem. Aí banhei ele na ducha”, afirmou.
Ainda de acordo com Igor, depois de retirar o menino da piscina, ele teria levado a criança para o banheiro e, posteriormente, colocado Gustavo para dormir.
Em outro trecho, Igor afirmou que percebeu que o menino estava com uma temperatura diferente e tentou acordá-lo.
“Como tinha banhado, já tinha banhado bastante, já tinha banhado bastante, ele estava frio, mas tudo normal. Aquilo ali, para mim, de frio de quem estava no ar-condicionado mesmo. E aí, quando foi dormir, normal. Aí, quando foi, de manhã, me deu um, um, um, um estalo que eu percebi que aquele negócio estava… Aí eu peguei ele, chacoalhei ele de todo jeito, assim, peguei na barriga e aí eu, naquele momento, fiquei desesperado.”
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Madrasta e pai Igor Gustavo Veloso de Souza
Reprodução/TV Anhanguera
A madrasta, Kathellen Moreira, contou a versão contou sua versão. Segundo Kathellen, ele a procurou pela manhã.
“Quando foi por volta de umas 6 horas da manhã, ele bateu no quarto da neném. A gente fez sexo. Ele entrou para lá, no quarto, a gente fez sexo, e ele voltou para o outro quarto. A babá que cuida da neném chegou por volta de umas 6h50. Ela me mandou mensagem, falou que já tinha chegado em casa. Ela entrou, eu peguei o lençol, dei um lençol para ela, bati no quarto do Igor, que eu estava com dor de cabeça. Falei: ‘Deixa eu pegar um remédio para mim’. Aí ele abriu, eu entrei para dentro do quarto, peguei o remédio. Inclusive, os remédios estavam em cima da mesa. Peguei o remédio e o Gustavo estava deitado”.
A defesa de Igor e Katlen, em nota, informou que o casal está contribuindo, na medida do possível e dentro dos limites legais, com as investigações e está à disposição das autoridades para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
Sobre a conclusão do inquérito, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações ainda estão em andamento. Segundo a pasta, neste momento, não há outras informações que possam ser repassadas, para evitar comprometer o andamento das apurações. A conclusão do inquérito ocorrerá após o cumprimento das diligências necessárias.
Questionada pelo delegado se, naquele momento, sabia que havia algo de errado com o menino, Kathellen respondeu que não.
“Não, nada. Ele até fez um gesto de mexer com o olho quando a gente acende a luz. Aí eu entrei, vi ele e só falei assim: ‘Eu vou dormir no outro quarto’, porque ele falou que queria dormir até mais tarde, que estava com dor de cabeça também”, contou.
De acordo com a madrasta, depois disso, voltou a dormir em outro quarto da casa. Por volta das 9h, ainda segundo o depoimento, Igor teria pedido que Kathellen saísse com ele. A madrasta contou aos investigadores que chegou a retornar para casa antes de deixar o local novamente.
“Entrei dentro do quarto, ele tava deitado, dormindo. Aí eu já não quis mais mexer, falar mais nada, só fechei a porta. Falei pra babá, falei que ela, ela poderia ir pra casa, que eu já, já tava me, começando a ficar nervosa. Falei: “Pode ir pra casa, eu vou ficar com a neném”. Aí peguei a minha filha, peguei as coisas dela e deixei com a minha vó”, afirmnou.
Questionada sobre o período em que os dois ficaram fora da residência, Kathellen afirmou que eles ficaram circulando, sem destino definido, em direção a Lajeado.
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) informou que acompanha o caso e aguarda a conclusão do inquérito policial. Segundo o órgão, as investigações ainda estão em andamento e, por isso, não houve oferecimento de denúncia. (Leia nota na íntegra abaixo).
Polícia encontrou contradições
Após os depoimentos, os dois foram liberados pelo delegado e não acompanharam a polícia durante a vistoria na residência.
Durante o trabalho pericial, porém, os investigadores encontraram contradições nas versões apresentadas. Horas depois, na noite de 2 de agosto, o delegado responsável pelo caso, Eduardo Menezes, foi informado pelo Instituto Médico Legal (IML) de que a morte de Gustavo não havia sido causada por afogamento e que havia indícios de crime.
O laudo pericial, ao qual o g1 teve acesso, apontou que a morte ocorreu com ‘crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões’. A criança sofreu hemorragia interna, apresentava marcas de agressões no rosto e laceração intestinal.
Criança foi morta na casa do pai em Palmas
Reprodução/Rede social de Sabrina da Silva Feitosa
Prisão do casal
O pedido de prisão de Igor e Kathellen foi feito à Justiça 48 horas após a morte. Segundo a investigação, quando foram detidos, já haviam escondido aparelhos celulares.
Eles estão presos desde 5 de agosto. O inquérito ainda não foi concluído e o Ministério Público não ofereceu denúncia.
A Justiça já negou dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Kathellen. Apesar de ela ter uma filha bebê, o Judiciário considerou que a criança está sob os cuidados da avó e que os fatos investigados são graves. A participação da madrasta na morte de Gustavo segue em apuração.
Íntegra da nota do MPE
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) informa que acompanha o caso envolvendo a morte do menino Gustavo e que o inquérito policial permanece em andamento.
Neste momento, as investigações continuam sendo conduzidas pela autoridade policial, responsável pela realização das diligências necessárias e pela conclusão do procedimento investigativo. O MPTO acompanha o andamento do caso e, caso identifique a necessidade de alguma providência no âmbito de suas atribuições, poderá adotá-la.
Enquanto a investigação estiver transcorrendo regularmente e dentro dos prazos legais, cabe ao Ministério Público respeitar a condução das diligências pela autoridade policial, sem interferir indevidamente no trabalho investigativo.
Por essa razão, ainda não houve oferecimento de denúncia. Após a conclusão do inquérito e o encaminhamento dos autos, o promotor de Justiça responsável analisará os elementos reunidos e adotará as medidas cabíveis.
Neste momento, não é possível estabelecer prazo para eventual oferecimento de denúncia, uma vez que essa etapa depende da conclusão das investigações.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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