Veterinário de Maceió alerta tutores de gatos sobre cuidados com a esporotricose, doença que pode afetar animais e pessoas

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Sinais mais comuns da doença causada por fungos são lesões na pele. Saiba como prevenir a esporotricose, doença que pode afetar humanos e animais
Médicos veterinários de Maceió estão em alerta devido a casos recentes de esporotricose em gatos. A doença causada por fungos é contagiosa e pode afetar animais e de pessoas. Os sinais mais comuns da doença são lesões na pele.
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O médico veterinário Paulo Peixoto orienta que tutores levem seus gatos ao veterinário se notarem feridas na pele dos animais, principalmente na face, focinho, orelhas e patas. O animal doente precisa ser isolado de pessoas e de outros animais.
“É bem mais grave do que uma micose simples. Apesar de ser uma doença causa por um fungo, ela tem uma gravidade. Ela acomete os animais e acomete também os seres humanos causando lesões ulceradas. De uma forma mais grave ela pode levar a uma forma até sistêmica, afetando outros órgãos como pulmão, osso. Esse contágio pode ser direto, por uma arranhadura de um felino. O médico veterinário também pode se contaminar no manuseio desse animal sem a devida proteção”, explica o profissional.
O gato da corretora Diana Ruy teve esporotricose. Ela não sabia que as feridas que surgiram na face e outras partes do corpo do animal eram sinais da doença.
“Eu percebi feridas nas patas, na face dele. E como eu queria castrá-lo para acalmar mais, eu levei em uma clínica e lá eu fui orienta a primeira fazer um exame para verificar o tipo de ferida”, contou.
O exame comprovou que o gato da corretora tinha sido infectado pelo fungo. Ela relata que o tratamento já dura dois meses.
“Ele está isolado e sendo tratamento há mais ou menos dois meses. O tratamento não pode ser interrompido. As feridas desaparecem, mas o fungo continua lá no organismo. Se você interromper, ele volta e aí tem que começar tudo de novo”, disse a tutora.
Lesões na pele do veterinário Paulo Peixoto que pegou esporotricose após ser arranhado por gato infectado em Maceió
Arquivo pessoal
O veterinário Paulo Peixoto se contaminou quando tratava de um gato com esporotricose. O profissional utilizava luvas de proteção, mas o animal rasgou ao arranhá-lo.
“Mais ou menos um mês depois apareceu uma bolha na minha mão. E aí eu procurei o serviço de atendimento médico e a gente fechou o diagnóstico que era esporotricose. Foi um tratamento que levou 10 meses, tomando antifungico. Foi bem dolorido”, disse.
Lesões na pele do veterinário Paulo Peixoto que pegou esporotricose após ser arranhado por gato infectado em Maceió
Arquivo pessoal
Lesões na pele do veterinário Paulo Peixoto que pegou esporotricose após ser arranhado por gato infectado em Maceió
Arquivo pessoal
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Fonte: G1 Entretenimento